O que é esse blog? E por que o tema "Insights"?
Esse blog é a iniciativa de dois amigos de expor as suas posições sobre peculiaridades do mundo afora. Pretendemos aqui discorrer sobre diversos assuntos, mas, muito antes de apelar à racionalidade e buscar respostas objetivas para os problemas a nossa volta, as postagens que aqui serão feitas têm a pretensão de provocar faíscas e despertar uma visão crítica sobre tais assuntos.
Pra começar, a letra maiúscula da palavra Insight não é a toa. Nos, enquanto humanidade, creditamos muito aquilo que outrora poderia ter sido visto como um simples "lampejo da mente" ou como um breve momento de inspiração e, sem nem perceber, fundamentamos muitas idéias e hábitos sob tais faíscas.
Não cabe, nesse momento, avaliar se essa reflexão está certo ou não, se está lógica ou não. O importante é que um Insight foi feito.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
A importância de um insight
No século XVI, Maquiavel escreve O Príncipe com base em insights apreendidos durante suas viagens como diplomata.
No século XX, Freud publica "Mal-estar na Civilização", com chutes sobre a relação entre cultura e indivíduo, e origina a psicanálise.
Hoje, cientistas fazem pesquisas e testes para entender o ser humano e a sociedade. Há metodologias desenvolvidas para assegurar que toda a descoberta seja aprovada pelo selo da Ciência. Há certificados acadêmicos para assegurar que os cientistas são pessoas capacitadas e que, portanto, suas descobertas são confiáveis. Linhas de pesquisa foram solidificadas para garantir que o pesquisador seja objetivo no seu trabalho.
É um ambiente sem espaços para chutes. Nenhuma descoberta é feita num rompante de brilhantismo, mas sim após anos e anos testando exaustivamente fragmentos de hipóteses feitas por cientistas sérios, que por sua vez derivaram suas hipóteses do trabalho de outros cientistas sérios, que se inspiraram em outros cientistas sérios, que se inspiraram em outros cientistas sérios, que se inspiraram em palpiteiros como Maquiavel e Freud.
Que, como se sabe, não tinham obrigação de citar seus pares, nem de seguir linhas de pesquisa, nem de dar satisfação a ninguém. Eram inteligentes o bastante para ver o que ninguém tinha visto e sábios o bastante para não censurar os seus insights por falta de comprovação científica.
E que por isso mesmo foram capazes de fazer o mundo caber numa casca de noz.
No século XX, Freud publica "Mal-estar na Civilização", com chutes sobre a relação entre cultura e indivíduo, e origina a psicanálise.
Hoje, cientistas fazem pesquisas e testes para entender o ser humano e a sociedade. Há metodologias desenvolvidas para assegurar que toda a descoberta seja aprovada pelo selo da Ciência. Há certificados acadêmicos para assegurar que os cientistas são pessoas capacitadas e que, portanto, suas descobertas são confiáveis. Linhas de pesquisa foram solidificadas para garantir que o pesquisador seja objetivo no seu trabalho.
É um ambiente sem espaços para chutes. Nenhuma descoberta é feita num rompante de brilhantismo, mas sim após anos e anos testando exaustivamente fragmentos de hipóteses feitas por cientistas sérios, que por sua vez derivaram suas hipóteses do trabalho de outros cientistas sérios, que se inspiraram em outros cientistas sérios, que se inspiraram em outros cientistas sérios, que se inspiraram em palpiteiros como Maquiavel e Freud.
Que, como se sabe, não tinham obrigação de citar seus pares, nem de seguir linhas de pesquisa, nem de dar satisfação a ninguém. Eram inteligentes o bastante para ver o que ninguém tinha visto e sábios o bastante para não censurar os seus insights por falta de comprovação científica.
E que por isso mesmo foram capazes de fazer o mundo caber numa casca de noz.
terça-feira, 2 de junho de 2015
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